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Confira o Caderno Sustentabilidade, neste sábado!

Aproveite para aumentar ainda mais seu conhecimento sobre sustentabilidade, construção verde, a COP-15 (15ª Conferência das Partes, encontro mundial sobre Ecologia que está acontecendo na cidade dinamarquesa de Copenhague) e os projeto baianos que foram levados para lá. Além de muitas outras informações.

Caderno Sustentabilidade, neste sábado, 12/12, gratuitamente encartado no Jornal A TARDE.

Caderno Sustentabilidade

Conferência Mundial sobre Aquecimento Global

copenhague 

A sorte foi lançada. Infelizmente temos que contar com a sorte. Hoje começou em Copenhague, na Dinamarca, a maior conferência sobre aquecimento global. Durante 12 dias, 192 nações, através de seus representantes, discutirão o futuro do mundo, através de um novo acordo de emissão de gases poluentes, em especial o dióxido de carbono (CO2). O câmbio climático vivido em toda a esfera está a cada dia mais preocupante. O aquecimento global tem se tornado cada vez mais um tema freqüente na mídia, escolas e conferências científicas. E isso tem um motivo. Enquanto teoria científica, as pessoas, empresas e países pouco se preocupavam. O problema é que quando sentimos na pele – muitas vezes literalmente – resolvemos tomar uma atitude. Digo que é um problema isso porque muitas vezes pode ser tarde demais. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou no domingo estar otimista com os resultados da convenção. “Sou muito otimista sobre Copenhague. Chegaremos a um acordo e acredito que ele será assinado por todos os países membros da ONU, o que seria um fato histórico”, disse. “Todos os líderes concordam que temos o mesmo objetivo, que é combater o aquecimento global.” Mas será mesmo verdade?

Esse texto foi enviado por Osvaldo Arruti Lyrio. Publicitário e graduando em administração

Brasil investe na energia que movimenta

Usina

No Brasil, o consumo energético de fonte renovável chega a 45%, enquanto no restante do mundo não passa de 14%, conforme dados do Ministério das Minas e Energia. Esse número se deve em grande parte às usinas hidrelétricas do País. No intuito de promover a diversificação da Matriz Energética Brasileira, buscando alternativas para aumentar a segurança no abastecimento de energia elétrica, desde 2004, o governo brasileiro criou o Programa de Incentivos às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), capitaneado pelo Ministério das Minas e Energia. O objetivo é aumentar a participação da energia elétrica produzida por empreendimentos concebidos com base em fontes eólica, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas (PCH) no Sistema Elétrico Interligado Nacional (SIN), além de permitir a valorização das características e potencialidades regionais e locais.

A meta do programa é a implantação de 144 usinas, totalizando 3.299,40 MW de capacidade instalada, sendo 1.191,24 MW provenientes de 63 Pequenas Hidrelétricas (PCHs), 1.422,92 MW de 54 usinas eólicas e 685,24 MW de 27 usinas à base de biomassa. Toda essa energia tem garantia de contratação por 20 anos pela Eletrobrás (Centrais Elétricas Brasileiras S.A.).

A Petrobras, maior empresa brasileira no campo energético e uma das maiores do mundo no setor petrolífero, já concentra também esforços na direção das energias alternativas. Em 2008, a Petrobras iniciou a implementação de uma carteira com 53 projetos de eficiência energética. Dezesseis deles já entraram em operação, resultando em uma economia de energia equivalente a 712 barris de óleo equivalente por dia, e emissões evitadas em 103 mil toneladas de CO2 por ano. Sua estratégia é desenvolver projetos de fontes renováveis e de outros combustíveis, além do gás natural. De acordo com Mozart Schmitt de Queiroz, gerente executivo de Desenvolvimento Energético, da Diretoria de Gás e Energia da Petrobras, os investimentos em novos projetos no segmento de energia elétrica somam U$ 1,4 bilhão para o período 2009-2013.

Desafios - Para Osvaldo Soliano, o principal obstáculo para ampliação do uso das fontes renováveis é o custo ainda elevado da energia gerada, que exige uma tarifa prêmio nos primeiros anos até se criar escala e ficar competitiva. Ele afirma que: nas grandes hidrelétricas o custo de geração está abaixo de R$ 100/MWh; nas usinas térmicas fica numa faixa de R$ 150/MWh, mas só para instalação sem operação, ou seja sem considerar os custos de combustível, quando elas entram em operação, o que pode deixar os valores acima de R$ 200/MWh; a eólica está na faixa de R$ 180-200/MWh; as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) estão na faixa de R$ 150-160/MWh; e as de bagaço de cana (biomassa) ficam abaixo de R$ 100/MWh.

“Com a grande hidrelétrica no Brasil é difícil competir, mas com as térmicas, com um aumento de escala, já é possível competir, sobretudo levando em consideração externalidades ambientais: positivas da eólica e negativa das térmicas. A solar ainda levará um tempo para chegar ao limite da competitividade, mas as PCH’s já competem nos leilões, assim como a biomassa a bagaço. As outras biomassas também ainda precisam de uma tarifa prêmio. Uma de grande interesse é a geração com o gás de aterro”, sinaliza o especialista.

Joiris Manoela Dachery, pesquisadora integrante da equipe do Portal Brasileiro de Energias Renováveis, concorda que as fontes poluentes ainda são mais viáveis economicamente, mas é otimista com relação ao futuro: “Os investimentos crescem a cada ano, mas ainda falta autonomia das pessoas para aderir à uma fonte energética não poluente. Hoje há várias pesquisas na área bioenergética, o que gera adequações e pode diminuir seu custo”.

Para a pesquisadora, o governo deve investir em pesquisas na área, incentivar o desuso das fontes convencionais, pois é cada vez mais evidente a necessidade de aderirmos às fontes de energias renováveis. “O financiamento para implantação de pequenas unidades geradoras de energia, seja hidrelétrica, eólica, solar ou de biomassa é fundamental, pois falta o estímulo financeiro inicial para os interessados. Mas o investimento em pesquisa dessas fontes ainda é o melhor caminho para chegarmos à aderência total das fontes bioenergéticas”, conclui.

Programas Carbon Free reduzem impacto das emissões de CO2 na atsmofera

Carbon Free

Um dos maiores desafios atuais da humanidade é sem dúvida deter o aumento do aquecimento global, fenômeno que vem alterando a geografia mundial, dizimando espécies e provocando catástrofes de proporções até então inimagináveis. E uma das melhores estratégias, já adotadas por inúmeras empresas, são os programas Carbon Free ou Carbono Zero, que têm como objetivo contribuir para a melhoria da eficiência ambiental de processos e produtos, implementando em suas ações e métodos de produção o princípio do 3R+C: Redução do consumo, Reutilização de materiais, Reciclagem de rejeitos e Compensação das emissões de CO2e.

 Praticamente todas as atividades humanas provocam a a emissão de CO2 na atmosfera,  uma das principais causas da alteração do efeito estufa. As conseqüências, de acordo com previsões científicas, serão o aumento da temperatura média da superfície terrestre, de 1 a 3,5 graus Celsius, e o avanço do nível médio do mar, de 15 a 90cm, no decorrer deste século.

 Como na maioria dos processos é impossível evitar a emissão dos chamados Gases do Efeito Estufa (GEE), entre eles o CO2, uma das formas mais práticas e viáveis economicamente para reduzir o impacto ambiental é compensação da emissão por meio do reflorestamento e recuperação das matas ciliares. As árvores  servem como reservatório de CO2 captado na atmosfera, processo conhecido como sequestro de carbono. Na fotossíntese, elas absorvem CO2 e liberam O2, ficando com o carbono (C) aprisionado em seu tronco, folhas e raízes.

Consultorias e ONGs são as principais parceiras das empresas que querem adotar programas com os princípios 3R+C. A ONG Iniciativa Verde, por exemplo, desenvolve uma série e projetos na Bahia e concedeu ao Grupo A Tarde o Selo Carbon Free, usado no Especial Sustentabilidade, pela compensação das emissões de GEE relativas à publicação de um Caderno Especial: Futuro da Água, em 2008. A empresa também recebeu um certificado com a quantidade de árvores que foram plantadas e as coordenadas geográficas do local do plantio.

 Os programas Carbon Free são definidos a partir de um inventário de emissões de GEE, usando uma metodologia desenvolvida pelo World Resources Institute (WRI) a partir de dados como consumo de energia elétrica e de combustíveis no transporte, dentre outros. Os cálculos utilizados são científicos e têm como base as pesquisas do Painel Intergovernamental de Mudança Climáticas (IPCC). O órgão é formado por mais de 2,5 mil cientistas de mais de 130 países, que dá embasamento às decisões da ONU relativas à mudanças climáticas, como o Protocolo de Quioto. A partir deste inventário, a consultoria indica as melhores práticas para a redução das emissões e o volume de árvores a serem plantadas para compensar as emissões que não puderem ser evitadas.

 Qualquer empresa ou qualquer pessoa pode e deve compensar as emissões de GEE. Sites de órgãos ambientais e ONGs disponibilizam ferramentas para o cálculo de emissão, indicando a necessidade de compensação. Desta forma, uma família pode compensar, por exemplo, toda a emissão gerada com o consumo de energia elétrica, gás, água, produção de resíduos, plantando árvores. Para as empresas, as vantagens de fazer o processo por meio de consultorias especializadas é a outorga do selo, que pode ser usado na comunicação da empresa, produto ou serviço, e a possibilidade de acompanhar o processo de reflorestamento, desde a produção da muda até plantio e desenvolvimento das árvores.

Mais conscientes e também pressionadas pela sociedade e pelos órgãos ambientais, as empresas estão cada vez mais preocupadas em tornar seus processos produtivos mais sustentáveis, sejam eles grandes ou pequenos emissores de GEE, e exemplos vêm de todos os setores. A compensação ou neutralização tem sido uma das principais formas de proteger o meio ambiente.

O Grupo A Tarde conquistou o selo Carbon Free, outorgado pela Iniciativa Verde. Também em parceria com a ONG, a Semana Iguatemi de Moda, mantém o selo desde 2007. Na edição deste ano, por exemplo, chegou-se à conclusão que será preciso plantar 529 árvores nativas da Mata Atlântica para absorver o montante de gás carbônico emitido em todo o evento. O restauro dessa mata neutralizará 83,7 toneladas de CO2 na atmosfera. O Programa Floresta Bahia Global, do governo estadual, um conjunto de ações de descarbonização, teve como ato símbolo do início do programa a neutralização das emissões das aeronaves utilizadas pela equipe do governo nos deslocamentos no território baiano.

Outro exemplo de evento sustentável é o Circuito Braskem Eco Run, uma série de corridas de rua realizadas em sete capitais brasileiras (Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Brasília, Porto Alegre, Salvador e Maceió). Todo carbono emitido para organização das provas são neutralizados por meio de compra de créditos de carbono, em de parceira com a Carbovita – empresa voltada para esse segmento. A estimativa da Carbovita é que 53 toneladas de CO2 foram emitidas na etapa baiana, em agosto, que serão compensadas com o plantio de 371 mudas de espécies da Mata Atlântica no Parque Estadual na Serra do Mar, em São Paulo.

Já a Natura, que desenvolve seu próprio Programa Carbono Neutro, optou por patrocinar projetos  que se destacaram pelo perfil socioambiental e  potencial inovador.  O principal diferencial do programa é o compromisso da empresa com a redução das suas emissões relativas em 33% até 2011. Apenas o que não é possível reduzir está sendo compensado por meio desses projetos.

Pela primeira vez, a empresa está apoiando um projeto baseado em Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD). No total, a empresa vai compensar 228 mil toneladas de CO2e (dióxido de carbono equivalente), contra uma emissão de 188.051 mil toneladas de CO2e.  

Na Bahia, a empresa selecionou dois projetos: “Carbono, Biodiversidade e Comunidade no Corredor Ecológico Pau Brasil” e “Fogões Eficientes no Recôncavo Baiano”. O primeiro tem como objetivo a promoção do reflorestamento para restabelecer um corredor de vegetação nativa que unirá dois importantes fragmentos protegidos da Mata Atlântica O Parque Nacional do Pau Brasil e o parque nacional de Monte pascoal. O projeto será executado pelo Instituto BioAtlântica (Ibio) e a quantidade de compensação disponibilizada para a Natura de 79.050 toneladas de CO2e.

O segundo tem como objetivo substituir o uso de fogões à lenha rudimentares por fogões eficientes e menos nocivos às famílias e com um consumo reduzido de lenha. Com a implementação dos fogões eficientes, o projeto irá reduzir as emissões de GEE das famílias envolvidas em até 60%. A execução será da Consultoria Ambiental PV e a quantidade de compensação disponibilizada para a Natura: 18.880 de Coe.

Do setor de transportes, um dos maiores emissores de GEE, a inciativa vem da locadora Movida, que atua nos aeroportos de várias capitais. Em salvador a frota é de 120 veículos. A partir de cálculos realizados por uma consultoria, a empresa chegou à conclusão que precisava investir R$2 por veículo 1.0 e R$2,50 por outros carros, considerando que cada veículo locado roda 150 quilômetros por dia usando gasolina. Além de investimentos próprios, a empresa busca captar estes valores junto aos clientes em cada locação, mas a adesão é voluntária. Este mês, a empresa realizou o plantio de 514 árvores que vão neutralizar 74 mil toneladas de CO2.

DICAS PARA REDUZIR A EMISSÃO DE CO2

  1. Fazer a manutenção correta do veículo e reduzir o uso,dando preferência ao transporte público
  2. Optar por veículos movidos a álcool ou biocombustíveis
  3. Substituir o ar-condicionado por ventilador
  4. Desligar eletrodomésticos, como freezer, quando não estiver sendo usado
  5. Trocar as lâmpadas por outras mais eficientes
  6. Desligar equipamentos como computadores quando não estiverem em uso
  7. Configurar computadores para desligar o monitor quando em espera
  8. Reduzir o consumo de água
  9. Reduzir consumo de papel e optar pelos reciclados
  10. Separar materiais reciclados
  11. Optar por produtos com selo Carbon Free

Fonte: Iniciativa Verde

Fim de ano: comemore com consciência

Natal

O fim de ano é sempre movimentado pelas confraternizações no trabalho, festas com amigos e família. É nesta época, também, que aumentamos nosso consumo em todos os sentidos. Portanto, esta é um período no qual devemos prestar atenção especial à conservação da natureza.

Veja abaixo dicas simples de como diminuir o impacto das festas de final de ano:

  • Evite papéis laminados e com purpurina, pois não podem ser reciclados;
  • Embrulhe os presentes em papéis simples e utilize o que sobrar para fazer suas próprias etiquetas de/para;
  • Envie cartões de Natal eletrônicos e previna o desperdício de papel;
  • Pegue sacolas plásticas apenas quando necessário. Se possível, prefira os sacos de papel;
  • Utilize ornamentos naturais na decoração de Natal como pinhos e fibras;
  • Recicle latas e garrafas vazias depois das festas, além das embalagens de seus presentes;
  • Compre lembranças de Natal certificadas. Os selos de certificação garantem que os artigos foram produzidos de acordo com todas as leis do país, tanto ambientais como trabalhistas. Para produtos madeireiros procure o selo FSC;
  • Na hora da ceia, atente para a carne que for comprar. Cerca de 70% das áreas desmatadas no Brasil viram pastos. Para garantir que a carne que você come não vem desses pastos, procure o selo certificação Orgânico – IBD;

Fonte: WWF Brasil

O que é desenvolvimento sustentável?

Floresta Amazônica

Até hoje, a humanidade vem explorando os recursos naturais como se eles fossem ilimitados. Várias espécies animais foram caçadas até a extinção. Ecossistemas inteiros praticamente desapareceram, como as florestas europeias, por exemplo. O uso maciço do petróleo para gerar energia e as atividades como a agropecuária reduziram bastante as reservas minerais e vegetais. E vêm gerando emissões de carbono que superaram a capacidade do planeta de absorvê-las, causando o temido aquecimento global.

O desenvolvimento sustentável, pelo qual o WWF-Brasil luta, é o oposto disso. É adotar métodos, processos e tecnologias, além da mudança de hábitos das populações, que possam sustentar o progresso por longos períodos, ao mesmo tempo em que permitem a renovação dos recursos naturais.

A definição mais aceita para desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro.
Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental.

O que é preciso fazer para alcançar o desenvolvimento sustentável?

Para ser alcançado, o desenvolvimento sustentável depende de planejamento e do reconhecimento de que os recursos naturais são finitos.

Esse conceito representou uma nova forma de desenvolvimento econômico, que leva em conta o meio ambiente. Muitas vezes, desenvolvimento é confundido com crescimento econômico, que depende do consumo crescente de energia e recursos naturais. Esse tipo de desenvolvimento tende a ser insustentável, pois leva ao esgotamento dos recursos naturais dos quais a humanidade depende.

Atividades econômicas podem ser encorajadas em detrimento da base de recursos naturais dos países. Desses recursos depende não só a existência humana e a diversidade biológica, como o próprio crescimento econômico.

O desenvolvimento sustentável sugere, de fato, qualidade em vez de quantidade, com a redução do uso de matérias-primas e produtos e o aumento da reutilização e da reciclagem.

Os modelos de desenvolvimento dos países industrializados devem ser seguidos?

O desenvolvimento econômico é vital para os países mais pobres, mas o caminho a seguir não pode ser o mesmo adotado pelos países industrializados. Mesmo porque não seria possível.

Caso as sociedades do Hemisfério Sul copiassem os padrões das sociedades do Norte, a quantidade de combustíveis fósseis consumida atualmente aumentaria 10 vezes e a de recursos minerais, 200 vezes.

Ao invés de aumentar os níveis de consumo dos países em desenvolvimento, é preciso reduzir os níveis observados nos países industrializados.

Os crescimentos econômico e populacional das últimas décadas têm sido marcados por disparidades.

Embora os países do Hemisfério Norte possuam apenas um quinto da população do planeta, eles detêm quatro quintos dos rendimentos mundiais e consomem 70% da energia, 75% dos metais e 85% da produção de madeira mundial.

Os modelos de desenvolvimento dos países industrializados devem ser seguidos?

O desenvolvimento econômico é vital para os países mais pobres, mas o caminho a seguir não pode ser o mesmo adotado pelos países industrializados. Mesmo porque não seria possível.

Caso as sociedades do Hemisfério Sul copiassem os padrões das sociedades do Norte, a quantidade de combustíveis fósseis consumida atualmente aumentaria 10 vezes e a de recursos minerais, 200 vezes.

Ao invés de aumentar os níveis de consumo dos países em desenvolvimento, é preciso reduzir os níveis observados nos países industrializados.

Os crescimentos econômico e populacional das últimas décadas têm sido marcados por disparidades.

Embora os países do Hemisfério Norte possuam apenas um quinto da população do planeta, eles detêm quatro quintos dos rendimentos mundiais e consomem 70% da energia, 75% dos metais e 85% da produção de madeira mundial.

Fonte: WWF Brasil

Planeta Terra: Cuide bem do que é seu!

No clip abaixo podemos analisar uma alerta à degradação ambiental causada pelo homem, que certamente culminará com a provável extinção da vida no planeta.

Ajude a salvar o planeta, adote práticas ecologicamente corretas…

reciclagem02

Quando trocar seu telefone celular, descarte seu aparelho antigo, as baterias e o carregador num posto de coleta junto à loja de sua operadora. Adote práticas ecologicamente corretas. Seja sustentavel!

Sustentabilidade: Viva essa ideia!

sustentabilidade

Disseminar os conceitos de sustentabilidade pode multiplicar suas atitudes em prol do planeta! Eduque as crianças, conscientize sua família, seus amigos e colegas. Logo, seremos muitos a contribuir com a preservação e o bom uso dos recursos!

Projetos da Braskem e Petrobras na Bahia

imagem
Na Bahia, quando se fala em ações para proteger a natureza e, por consequência, a vida humana, todos os holofotes estão voltados para a Petrobras e a Braskem, que ao longo dos anos têm desenvolvido inúmeras ações com este enfoque. Os objetivos estão claramente definidos nas duas empresas. Na Petrobras, por exemplo, as ações remontam aos anos 70 com o bem-sucedido lançamento do Programa Nacional do Álcool, projeto pioneiro em todo o mundo. Na Braskem, no mesmo dia da inauguração, 16 de agosto de 2002, os dirigentes firmaram um compromisso público: o de trabalhar visando não apenas ao lucro como também para preservar a natureza e proporcionar bem-estar e melhoria da qualidade de vida das pessoas nas regiões onde atua. Vários programas e projetos estão em andamento, mas dois ganharam as manchetes dos jornais e repercussão nacional e internacional. São eles: a inauguração pela Braskem no Polo Petroquímico de Camaçari, em agosto deste ano, de duas novas plantas de ETBE – bioaditivo para a gasolina que utiliza matéria-prima renovável e a inauguração em  julho de 2008, em Candeias, da primeira usina de biodiesel da Petrobras, com capacidade de produção inicial de 57 milhões de litros por ano.

Estes são dois empreendimentos de porte, que demandaram anos de pesquisas e volumosos investimentos financeiros. Mas estão pauta dezenas de projetos importantes que beneficiam a população. A saber:

NA BRASKEM - O compromisso com a sustentabilidade na criação de valor faz parte da estratégia de negócios e de crescimento da Braskem, que desenvolve políticas, programas e normas corporativas como forma de garantir a concretização dos objetivos. Essas ações demandam expressivo volume de recursos. Anualmente, são investidos, em média, R$ 120 milhões para melhorias em saúde, segurança e meio ambiente. Nos próximos três anos serão alocados R$ 8,2 milhões destinados exclusivamente na realização de pesquisas em propeno, produzido a partir de fontes renováveis, para a produção de polipropileno. A evolução significativa dos indicadores de ecoeficiência da empresa, nos sete anos de atividade, a exemplo da redução de 48% no volume de efluentes líquidos, 13,1% no consumo de água, 1% no consumo de energia e 66% de resíduos sólidos, comprovam o resultado de um persistente trabalho.

“A Braskem entende que é importante agente no desenvolvimento sustentável de nosso país. As mudanças climáticas estão ocorrendo rapidamente em razão da degradação do meio ambiente e ameaçam a vida da raça humana no planeta. Cabe a nós reverter este quadro e na Braskem estamos todos envolvidos com este objetivo”, afirma Jorge Soto, diretor de Desenvolvimento Sustentável da empresa. “Ao reduzir o consumo de água, energia e de efluentes líquidos e orgânicos, ao reaproveitar resíduos e com a criação de novos produtos lançando novos produtos, a partir de energias limpas, estamos contribuindo significativamente para conter o uso de energias não renováveis ou que atualmente causam poluição e emissão de gases de efeito estufa em larga escala”, completa.

O intenso e bem-sucedido trabalho desenvolvido nas 19 plantas industriais localizadas na Bahia, Alagoas, Rio Grande do Sul e São Paulo tornaram a Braskem uma das protagonistas no seleto grupo de empresas envolvidas nos programas de conteúdo social e ambiental que beneficiam o ecossistema, otimizam o desenvolvimento tecnológico, a redução de custos, o aumento do lucro, maior competitividade e visibilidade para a empresa. Também garantiram  reconhecimento mundial e vários prêmios.

As pesquisas e o lançamento de produtos inovadores não param. Dentro desse conceito, a unidade de Petroquímicos Básicos, na Bahia, desenvolveu projeto de aproveitamento do resíduo (lama) do tratamento de água, para incorporação na fabricação de blocos cerâmicos à base de argila. Com o projeto, 1.765 toneladas de resíduos deixaram de ser encaminhadas para aterro sanitário. Este trabalho permitiu também o desenvolvimento de um programa de educação ambiental junto à empresa cerâmica, parceira no desenvolvimento do projeto.

Ainda na Bahia, outro projeto relevante é o da adutora Santa Helena, recentemente construída em parceria com a Embasa, com a finalidade de ampliar o fornecimento de água na região do Polo Industrial de Camaçari. A adutora, com 11 km de extensão, vai do município de Dias D’Ávila à Unidade de Petroquímicos Básicos da Braskem, em Camaçari.

A obra, que exigiu recursos de R$ 20 milhões, obedeceu a rigoroso projeto de controle dos impactos ambientais, priorizando a preservação das vias de ligação, das áreas populosas e dos demais locais de interferência ao ecossistema. Foi observado cuidadoso plano de manejo das espécies locais, para a devida recomposição da vegetação. Agora, o abastecimento de água a partir da bacia hidrográfica do Rio Jacuípe, que alimenta a barragem de Santa Helena, está garantido. Com adutora, a capacidade de captação de água bruta será dobrada, de fontes distintas, e o mais importante, de fontes perenes que não sofrem com os efeitos da estiagem.